sexta-feira, 15 de março de 2013

GRAFITAGEM X PICHAÇÃO


         GRAFITAGEM X PICHAÇÃO

     Experimente perguntar a um grafiteiro o que ele pensa sobre pichação ou sobre o pichador?
         Certamente, no meio de sua resposta, haverá uma afirmação semelhante a esta: “grafite é arte, pichação é lixo”. E é verdade, não é à toa que normalmente, chamamos de grafite a pintura na parede com intenção artística e de pichação, a pintura na parede que simplesmente depreda, destrói. Mas a diferença não é só esta.
         O grafiteiro normalmente tem ordem do proprietário da “parede” para fazer a pintura, pois o que ele faz embeleza a cidade, já o pichador pinta de forma desordenada, destrói o patrimônio alheio e torna o aspecto da cidade sujo, feio e perigoso.
         É por isto que não devemos chamar o grafiteiro de pichador. Então, não faça lixo, faça Arte e torne sua cidade cada vez mais gostosa de se viver e se visitar. Aliás, depredar o patrimônio alheio, seja público ou privado, é crime previsto no Código Penal Brasileiro.

·          Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. Pena: detenção de 1(um) a 6(seis) meses, ou multa. (Código Penal Brasileiro Decreto- Lei nº 2848 de 07 de dezembro de 1974, Título II, Capítulo IV: do Dano Art. 163).




Você sabe quais são as modalidades do grafite?


Grafite 3D: é aquele que passa a idéia de profundidade sem precisar de contorno. Para esta modalidade o grafiteiro ou “writer” precisa ter uma técnica bastante apurada e destreza na combinação de cores e de formas.
WildStyle: usa letras distorcidas, em forma de setas que praticamente cobrem o desenho.
Bomber: nesta modalidade o grafiteiro usa letras gordas e arredondadas que parecem ter vida. Para elas são utilizadas normalmente duas ou três cores.
Letras Grafitadas: são as letras que representam a assinatura do grupo. Normalmente incorporam as técnicas do grafite à pichação.
Grafite com máscaras e spray: o artista usa a máscara como um molde para o desenho que vai ser feito com spray. Esta técnica facilita a rápida execução ou disseminação do desenho ou marca desejada.
Grafite Artístico ou Livre Figuração: neste estilo valem todas as técnicas para fazer personagens de histórias em quadrinhos, caricaturas, desenhos realistas e também abstratos.
Abaixo, alguns grafites pelo mundo.




























































































O NEOCLASSICISMO 2


O Neoclassicismo
O Neoclassicismo surgiu em meados do século XVIII como uma rejeição ao Rococó e ao Barroco tardio. Os artistas neoclássicos queriam um estilo que conseguisse expressar ideias morais sérias, como, por exemplo, os conceitos de justiça, honra e patriotismo. Ansiavam por recriar o estilo simples e majestoso da Grécia e da Roma antiga. Alguns obtiveram êxito, mas o movimento padecia de certa falta de vivacidade, um espírito de estreiteza acadêmica. Este momento caracteriza-se principalmente pela revalorização dos valores artísticos gregos e romanos, provavelmente estimulada pelas escavações e descobertas que estavam sendo realizadas no período nos sítios arqueológicos de Pompeia, Herculano e Atenas. Os heróis gregos e a simplicidade da arte eram alguns aspectos extremamente admirados dessas civilizações. A valorização do passado que o Movimento propôs é uma de suas principais características que levam a uma boa parte dos críticos crerem que o Neoclassicismo pode ser visto como uma face do Romantismo. O estilo neoclássico na França recebeu um grande auxílio dos ideais da Revolução Francesa de 1789 para se popularizar. Napoleão foi um grande incentivador do movimento, estimulando construções como a Igreja de Maria Madalena, com inspirações clássicas como os templos coríntios romanos.
É importante ressaltar o fortalecimento das "Academias" como instituições de ensino de arte e organizadoras de exposições de trabalhos de seus membros. Foram extremamente importantes para a sobrevivência do Neoclassicismo na pintura e na escultura. As Academias representam mais um elo da Arte com a racionalidade da Arte Neoclássica. As pessoas deveriam dirigir-se às Academias e “aprender” Arte. Este “aprendizado” se daria pelas técnicas (perspectiva, sombreamento, etc.) e pelas convenções (céu azul, terra ocre, etc.) ensinadas pelos professores destas academias, sempre de acordo com as ideias do Neoclassicismo. Jacques-Louis David (1748 - 1825) é considerado um dos principais pintores neoclássicos, bastante prestigiado pelo governo após a revolução francesa, realizando trabalhos como desenhos de trajes e cenários para eventos oficiais, como o "Festival do Ser Supremo", em que Robespierre autodenominava-se Sumo Sacerdote. O espírito heroico dos gregos e romanos era um valor que os franceses gostariam que estivesse associado ao seu próprio país após a Revolução. David era ainda membro da Royal Academy. "Marat Assassinado", de 1793, que de uma maneira simples, representou heroicamente a morte do revolucionário (e amigo de David) Marat, assassinado por Charlotte Corday, é considerada uma de suas melhores obras. Mostra o líder francês morto, debruçado em sua banheira, segurando uma petição (que provavelmente fora lhe dada por Charlotte na intenção de distraí-lo), uma caneta com a qual tencionava assinar o papel e a faca com que o crime fora realizado.
Jean-Auguste Dominique Ingres (1780 - 1867) foi um dos alunos e seguidores de David e é outro importante pintor, também conhecido pelas discussões públicas que tinha com Delacroix, defendendo o Neoclassicismo enquanto seu rival defendia o Romantismo. Suas obras eram marcadas principalmente pelo domínio técnico, precisão e clareza. Tinha profunda admiração pela antiguidade clássica e pelo trabalho de seu mestre, David. "A Banhista de Valpiçon", de 1808, é um bom exemplo de seu trabalho, com suas formas, contornos, textura e composição simples, demonstrando alto domínio técnico ao representar uma mulher nua sentada numa cama. "A Grande Odalisca”, de 1814, é outro quadro de Ingres em que se utiliza de uma mulher nua com contornos baseados na arte clássica. 
































sexta-feira, 8 de março de 2013

08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER



       08 de março – dia internacional da mulher
Histórico
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
No Brasil 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.


MADRE TEREZA DE CALCUTÁ


CORA CORALINA


PRINCESA DIANA


IRMÃ DULCE


RAQUEL DE QUEIROZ


EDITH PIAFF


MARIE CURIE


INDIRA GANDHI


CECÍLIA MEIRELES


MARIA QUITÉRIA


EVA PERON


TARSILA DO AMARAL


ANITA MALFATTI


JOANA DARC


ANITA GARIBALDI

segunda-feira, 4 de março de 2013

A ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA (VÍDEO)


A Pré-história está dividida da seguinte forma:

Paleolítico Inferior (c. de 500.000 a c. de 30.000 a.C.);
Paleolítico Superior (c. de 30.000 a c. de 10.000 a.C.);
Neolítico (c. de 10.000 a.C. até o surgimento da escrita a c. de 3.000 a.C).
       No nosso estudo partiremos do Paleolítico Superior, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, pois é nesse momento que os pesquisadores registraram as primeiras manifestações artísticas, como é o caso das pinturas pré-históricas encontradas principalmente nas cavernas de Niaux, Font-de-Gaume e Lasaux, na França e na de Altamira, na Espanha. Foi com intenção ritualística que surgiram as primeiras pinturas rupestres que constituem registros que permanecem até a atualidade e auxiliam inclusive na compreensão, por parte de historiadores e arqueólogos, sobre como era a vida naquela época.
       O “artista-caçador” da Pré-história, ao representar os animais nas paredes das cavernas, acreditava dominá-los. No Paleolítico Superior, ele supunha que, pintando o animal, seu grupo conseguiria capturá-lo durante a caçada.
       Esse “artista-caçador” escolhia uma parede de difícil acesso para pintar,e lá retratava o animal tal qual era visto na natureza, utilizando como material o carvão, a seiva de plantas e de frutas, argila, fezes e sangue de animais.
       É interessante lembrar que o termo “artista-caçador” foi utilizado entre aspas porque nesta época as pinturas tinham apenas função mágica e de registro. O termo artista, entendido como aquele que se dedica às Belas Artes ou que delas faz profissão, é aplicado somente a partir do século XV, tanto é que até o século XIV o artista era considerado um artesão ou artífice.
                                              
       Você sabia que no Período Paleolítico não eram desenhados seres humanos? Sua representação pictórica começa a acontecer no Neolítico. Nesta fase, o homem começou a utilizar a parede para registrar sua história, retratando cenas ocorridas em seu cotidiano. Nelas dá para perceber a convivência entre homens e animais, o que mostra que os homens já os domesticavam nessa época. Para estas representações,
o homem continuava utilizando elementos da natureza, porém suas pinturas agora são mais simplificadas do que no Paleolítico.
        E no Brasil, há pinturas pré-históricas? Se você supõe que não, saiba que o sítio arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí, é um dos mais importantes do mundo.


Dentro dos estudos arqueológicos desenvolvidos na América, o BRASIL concede uma significativa contribuição proveniente de seus diversos sítios arqueológicos. Entre os estados que apresentam antigos vestígios da presença humana podemos destacar primeiramente os estados do Piauí, Minas Gerais e as regiões litorâneas do Centro-sul do país. 

Em São Raimundo Nonato (PI), um grupo de arqueólogos liderados por Niède Guidon notificou a presença de facas, machados e fogueiras com cerca de 48 mil anos de existência. Entre as principais conclusões desses estudos, destaca-se a presença de comunidades coletivas que caçavam e utilizavam o fogo para protegerem-se e alimentarem-se. 

Na região de Lagoa Santa (MG) é o local onde está registrado uma das mais notórias descobertas da arqueologia nacional. Foi ali que se achou o mais antigo fóssil das Américas. Trata-se do crânio feminino que existiu há cerca de 11.500 anos. Pesquisas desenvolvidas a partir desse fóssil (apelidado de Luzia) abriram portas para novas teorias sobre o processo de ocupação do continente. Os traços negróides de Luzia levantam a suspeita de uma onda migratória da Oceania, responsável pela ocupação do nosso continente. 

Próxima das regiões de rio e no litoral do Brasil existe outro conjunto de vestígios pré-históricos. Nestes lugares, montes de conchas e esqueletos de peixe conferem a existência de comunidades inteiras que sobreviviam da pesca. Também conhecidos como povos sambaquis, essas populações foram usualmente detectadas no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. No ano de 2001, o mais antigo sambaqui brasileiro foi encontrado em Vale do Ribeira (SP). 

Nas regiões do interior do Brasil também são encontrados riquíssimos sítios arqueológicos. Os chamados “cemitérios dos índios” são, na verdade, vestígios de antigas civilizações do território brasileiro. Ali encontramos grandes aldeias que realizavam sofisticados rituais funerários. Datados com cerca de mil anos, esses povos possuíam uma cultura bastante diferente da dos sambaquis. 

Ainda na região amazônica, temos relato sobre um outro conjunto de povos pré-históricos. Designados como integrantes da civilização marajoara, esses povos deixaram interessantes vestígios materiais. Dotados de uma arte ceramista ricamente detalhada, os marajoaras faz parte dos mais complexos grupos humanos que viveram em terras brasileiras. 

Com o passar dos anos, as civilizações ameríndias foram desenvolvendo-se em território nacional. Espalhados em diferentes tribos, os índios brasileiros integraram uma parte mais recente da História das populações nativas do Brasil. A partir do século XV, a chegada dos europeus transformou radicalmente a situação dos índios. A intolerância religiosa e cultural, a violência e as epidemias foram responsáveis pela dizimação dos povos indígenas no país.
                            



DIA DAS MÃES - APRESENTAÇÃO (2012)