segunda-feira, 21 de maio de 2012

A ARTE GÓTICA












            A Arte Gótica –
                                          Enquanto a Arte Românica se desenvolvia, o mundo medieval começava a passar por mudanças. O comércio, que se restringia à troca de mercadorias entre os habitantes dos feudos, expandiu-se e passou a ser o fundamento da economia a partir do Século XI.
Os comerciantes formavam associações e organizavam caravanas, levando seus produtos de uma cidade a outra para serem vendidas em praças e feiras.Muitas cidades, entre elas Veneza, Gênova, Barcelona e Marselha, transformaram-se em grandes centros comerciais, deslocando assim a vida social, antes centrada no campo, para a cidade  o que contribuiu para o aparecimento de uma nova classe social, a burguesia.
No início do XII, a arquitetura românica ainda predominava, porém começam a surgir as primeiras mudanças que conduzirão  a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios

A Arquitetura Gótica -
No Século XVI, de modo depreciativo, essa nova arquitetura foi chamada de gótica pelos estudiosos, pois relacionavam esse novo estilo aos “godos”, povo bárbaro de origem germânica que invadiu o Império Romano e causou muitas destruições. Com o passar do tempo, o nome Gótico ficou definitivamente relacionado à arquitetura de arcos ogivais.
Na Arte Gótica, as igrejas perdem aquele ar de fortaleza e começa a se elevar. O homem olha para o céu e tudo se abre em vitrais. Tanto na escultura como na pintura, as imagens se alongam, se afinam .
O estilo Gótico foi na realidade um aprofundamento dos elementos básicos do Românico, principalmente no que diz respeito a verticalidade.
O Gótico se originou na França e se espalhou por várias regiões. A primeira manifestação Gótica ocorreu ao norte de Paris com a reconstrução da Abadia de “Saint-Denis”(1140-1144)
Algumas características das construções Góticas:
-          A fachada – A igreja gótica apresenta três portais. No portal central há uma rosácea (vitral circular), presente em quase todas as igrejas construídas entre os Séculos XII e XIV.
-          Os arcos – O arco ogival, que apresenta uma quebra em sua parte superior, possibilitou a construção de igrejas mais altas, acentuando a impressão de verticalidade.
-          As abóbadas – A utilização de arcos ogivais permitiu a construção de abóbadas de nervuras nas igrejas góticas, substituindo, assim, as abóbadas de berço e de arestas usadas na arquitetura românica.
-          Os pilares – Nas igrejas góticas, as abóbadas eram apoiadas nos pilares ou colunas de sustentação. Com a utilização desse novo tipo de apoio, as grossas paredes e pequenas janelas da arquitetura românica desapareceram e deram lugar a paredes mais leves e grandes vitrais, que proporcionaram uma iluminação peculiar à igreja gótica.
Entre os Séculos XII e XIV, foi construída a  “Catedral de Notre Dame de Chrartres”, onde  seu portal principal conhecido como Portal Régio, foi considerado como um dos mais belos conjuntos escultóricos do mundo.No Século XIII, no ano de 1194, um forte incêndio destruiu grande parte da cidade, inclusive quase toda a catedral.Da imensa igreja só restou a fachada oeste onde fica o Portal Régio.
Os vitrais das igrejas góticas são o esplendor desse tipo de construção e são o que mais chama a atenção dos visitantes, com seua azuis intensos e vermelhos brilhantes.
As últimas expressões da Arquitetura Gótica datam do Século IX e XV.Nos edifícios dessa época, o elemento que desperta mais interesse são as abóbadas trabalhadas com um traçado de nervuras

A Escultura – Assim como a Escultura Românica, também a Gótica estava ligada à Arquitetura. As figuras eram geralmente esculpidas de forma isolada, ao contrário das românicas, aglomeradas e entrelaçadas.
As imagens fantasiosas e desproporcionais do estilo românico foram substituídas por figuras mais realistas que retratavam os valores mais importantes daquela época. Elas eram mais eretas e acompanhavam a verticalidade da arquitetura Gótica. Contudo, o tema principal continuou sendo o religioso.
Nos tímpanos dos portais, nos umbrais ou no interior das grandes igrejas, os trabalhos de escultura enriqueceram artisticamente as construções e documentaram, na pedra, os aspectos da vida humana que as pessoas mais valorizavam na época.
Alguns exemplos de esculturas que ornamentaram a arquitetura – “O Cavaleiro”, data de 1235 aproximadamente e está na Catedral  de Banberg e a “Nobre Uta”, cuja realização é posterior a 1249 e está na Catedral de Naumburg.
No Século XIII, encontramos algumas obras de escultura com autor identificado. É o caso, pó exemplo, dos trabalhos escultóricos de Giovanni Pisano, um artista italiano.

Os Manuscritos Ilustrados – Também denominados iluminuras, eram feitos em várias etapas e dependiam do trabalho de várias pessoas. No final eram decorados com ouro , prata e outros metais preciosos.

A Pintura Gótica – Em relação à arquitetura e à escultura, a Pintura Gótica teve seu nascimento tardio. As primeiras configurações góticas se deram no Século XIII e predominaram até o Século XV. As principais características da pintura Gótica foram:
Profundidade -  Diferentemente da pintura  românica, onde as cenas aconteciam num único plano, a pintura Gótica procura dar  algum movimento às figuras através da postura dos corpos e das paisagens de fundo. Porém, a ilusão de profundidade só se realizou plenamente no movimento que procedeu o Gótico: o Renascimento.

Realismo – As figuras são representadas de forma mais detalhada e realista.O artista tenta reproduzir os seres exatamente como eles são. Contudo, isso só foi possível no Renascimento através dos estudos de anatomia, quando a dissecação de cadáveres foi permitida, antes proibida pela igreja.

A procura do realismo na representação dos seres e a profundidade são características  das obras de alguns artistas italianos e flamengos que prenumciaram o Renascimento. Dentre eles: Ambrigiotto Bondone (1267-1337). Conhecido como Giotto, suas obras mostram figuras de santos com aparência de homens comuns, que é o resultado das transformações sociais e econômicas da época em que viveu. Grande parte de suas obras são afrescos que decoraram várias igrejas italianas.
Jan Van Eyck (1390-1441). Nascido na Bélgica, Van Eyck aperfeiçoou a técnica de pintura à óleo e conseguiu reproduzir com nitidez  as gradações de tons e cores, dando a ilusão de luz solar em suas pinturas. Suas obras se destacam pela riqueza de detalhes e cores fortes.
Em 1426, Van Eyck e seu irmão Hubert Van Eyck (1366-1426) fizeram um gigantesco retábulo , dois painéis que se sobrepõem, podendo ser abertos durante cerimônias religiosas, para a igreja de São Bavão, em Grand, na Bélgica.
Entre todos os pintores da época, o mais importante foi Giovanni Gualteri, conhecido como Cimabue, no Século XIII.O artista procura dar algum movimento à figura dos anjos e santos através das posturas dos corpos e do drapeado das roupas.Entretanto, não consegue realizar plenamente a ilusão  da profundidade do espaço.
Suas obras mais importantes foram feitas para a igreja de São Francisco, em Assis na Itália, mas existem pinturas de Cimabue em diferentes museus e igrejas daquele país.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

ARTE ROMÂNICA

Arte Românica

Arte Românica

Arte românica é o nome dado ao estilo artístico vigente na Europa entre os séculos XI e XIII, durante o período da história da arte comumente conhecido como "românico". O estilo é visto principalmente nas igrejas católicas construídas após a expansão do cristianismo pela Europa e foi o primeiro depois da queda do Império Romano a apresentar características comuns em várias regiões.
Foi nas igrejas que o estilo românico se desenvolveu em toda a sua plenitude. Suas formas básicas são facilmente identificáveis:a fachada é formada por um corpo cúbico central, com duas torres de vários pavimentos nas laterais, finalizadas por tetos em coifa. Um ou dois transeptos, ladeados por suas fachadas correspondentes, cruzam a nave principal. Frisos de arcada de meio ponto estendem-se sobre a parede, dividindo as plantas
escultura românica desenvolve-se nos relevos de pórticos e arcadas com uma exuberância inesperada e em perfeito contraste com as pesadas formas arquitetônicas. A fusão das formas orientais de Bizâncio com as romanas antigas resulta numa estatuária de caráter ornamental.
O espaço em branco dos frisos, capitéis e pórticos é coberto por uma profusão de figuras apresentadas de frente e com as costas grudadas na parede.
O corpo desaparece sob as inúmeras camadas de dobras angulosas e afiladas das vestes. As figuras humanas se alternam com as de animais fantásticos, mais condizentes com a iconografia do Oriente Médio do que com a do cristianismo. No entanto, a temática das cenas representadas é religiosa. Isso se deve ao fato de que os relevos, além de decorar a fachada, tinham uma função didática, já que eram organizados em faixas, lidas da direita para a esquerda.
Originalmente, as naves das igrejas românicas eram decoradas com pinturas murais de uma policromia intensa e perfeitamente harmonizadas com a arquitetura.
Seus desenhos iam das formas da antiga pintura romana aos ícones bizantinos, ocupando naves e absides. Os temas mais freqüentes abordavam cenas retiradas do Antigo e do Novo Testamento e da vida de santos e mártires, repletas de sugestões de exemplos edificantes.
Para desenvolver esse tipo de pintura mural, os artistas do românico em geral recorreram às técnicas da pintura do afresco, misturando a tinta com água de cola ou com cera. Por outro lado, é preciso mencionar também o trabalho que se fazia então de iluminura de Bíblias e obras manuscritas. Cada vez mais sofisticado, ele evoluía paralelamente à pintura formal, tanto em termos de estilo quanto de desenvolvimento da técnica pictórica.















ELISEU VISCONTI



Eliseu Visconti









Eliseu D'Angelo Visconti (Salerno, Itália 1866 - Rio de Janeiro RJ 1944). Pintor, desenhista, professor. Vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 - 1903) eEstêvão Silva (ca.1844 - 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa naAcademia Imperial de Belas Artes - Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 - 1915)Rodolfo Amoedo (1857 - 1941)Henrique Bernardelli (1858 - 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 - 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na École Guérin, com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 - 1917), um dos introdutores do art nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 - 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do art nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.

                                                                                                                  Fonte - Itaú Cultural

terça-feira, 8 de maio de 2012

A SUPERAÇÃO DO ACADEMICISMO




A PINTURA REALIZADA PELOS ARTISTAS QUE FREQUENTARAM A ACADEMIA DE BELAS-ARTES SEGUIU OS PADRÕES ESTÉTICOS NEOCLÁSSICOS AQUI INTRODUZIDOS PELA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA.
NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX, ESSAS IDEIAS QUE ORIENTARAM OS ARTISTAS FORAM PERDENDO FORÇA E NO FINAL DO SÉCULO OS PINTORES NACIONAIS COMEÇAM A SEGUIR NOVAS DIREÇÕES, PRINCIPALMENMTE OS ARTISTAS QUE VÃO À EUROPA E ENTRAM EM CONTATO COM OS MOVIMENMTOS IMPRESSIONISTAS E PONTILHISTAS.DENTRE ESSES ARTISTAS, DESTAQUE PARA ELISEU VISCONTI, EMBORA ALGUNS SINAIS JÁ SÃO PERCEBIDOS NAS OBRAS DE  BELMIRO DE ALMEIDA E ANTÔNIO PARREIRAS.













A PINTURA ACADÊMICA NO BRASIL

A PINTURA ACADÊMICA NO BRASIL





Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1834-1905) nasceu em Areias, Estado da Paraíba. Em 1854 passou a morar no Rio de Janeiro, onde frequentou o Colégio Pedro II e depois a Academia de Belas-Artes no Rio de Janeiro. Entre os anos de 1869 e 1864 estudou na Escola de Belas-Artes de Paris, sob o patrocínio de D. Pedro .
Sua pintura abrange temas bíblicos e históricos, mas também realizou importantes retratos como o de D. Pedro II na Abertura da Assembleia Geral.
Entre os quadros históricos mais famosos estão “Batalha do Avaí” e “O Grito do Ipiranga”.
Vítor Meireles de Lima (1832-1903) nasceu na cidade de Desterro, hoje, Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina. Ainda jovem foi para o Rio de Janeiro onde se matriculou na Academia de Belas-Artes. Nessa escola, obteve como prêmio uma viagem pela Europa. Esteve em Havre, depois em Paris, Roma e Veneza.
Em 1861, produziu em Paris sua obra mais conhecida, “A Primeira Missa do Brasil”. No ano seguinte, já no Brasil, pintou “Moema”, obra baseada no poema “Caramuru” de Santa Rita Durão.
Os temas preferidos de Vítor  Meireles eram os históricos “Juramento da Princesa Isabel”, os bíblicos “Flagelação de Cristo” e os retratos “Imperatriz Tereza Cristina” e “Pedro II”.






















                                                                                                Fonte - Graça Proença